Entre as comunidades que integram a Rede Povos da Floresta estão os Ashaninka do rio Amônea, um povo indígena que vive no Alto Juruá, no extremo oeste do Acre.
Ao longo das últimas décadas, o território dos Ashaninka tem confrontado as invasões predadoras, de madeireiros, caçadores e criadores de gado.
Por causa disso, eles viram suas matas serem derrubadas, seus rios perderem espécies de peixes e tartarugas e sua caça rarear. Todo um modo de vida estava sendo ameaçado.
Em 1989, porém, decidiram reverter essa situação proibindo a caça e a pesca predatória em suas terras. O conhecimento dos mais velhos sobre a floresta, sua flora e fauna e o plantio de diferentes espécies foi repassado aos mais novos, e a partir de 1992, com a demarcação de sua reserva, os Ashaninka começaram a plantar mais de 80 mil mudas para recuperar sua floresta durante a década de 90. Com o restabelecimento da mata e o uso de práticas tradicionais de manejo da caça e pesca, os animais retornaram e os Ashaninka voltaram a colher toneladas de frutas e alimentos para a comunidade.
A identidade cultural e étnica dos Ashaninka saiu fortalecida, e agora seu exemplo está sendo difundido entre outros povos da floresta, índios e não índios, através da Rede Povos da Floresta e do Centro Yorenka Ãtame (Saberes da Floreta) criado pelos Ashaninka.
Dentro da Campanha Nanapini os Ashaninka disponibilizaram uma área de aproximadamente 30 hectares de terra para reflorestamento.
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